olhosembico v. XL

December 17, 2009

Não venham mais aqui!

Mudei-me para o Wordpress. Para poderem comentar, que eu sei que gostam e eu adoro :)

Ainda vai demorar um bocado de tempo a pôr aquilo como deve ser mas já está funcional e com os posts do tumblr.

Tás aqui tás ali.

reblogged: (via)
17 notes
December 17, 2009
from (predo)

from (predo)

 
December 16, 2009

Pensava eu…

Pensava eu que crioulo era o dialecto que se falava em Cabo Verde e mais nada.

Qual quê.

Crioulo é qualquer dialecto que surja descendente de línguas europeias noutros continentes. E cá em Macau temos um crioulo, apelidado de patuá ou maquismo. É uma mistura de português com chinês, mas também tem toques de japonês, francês, inglês e malaio, entre outros, apesar de predominar o português. Soa bastante como o crioulo de Cabo Verde e usa expressões muito engraçadas como velha-velha quando se quer dizer “muito velhinha”. Muito bonito de ouvir.

É considerado pela UNESCO como um dialecto em extinção e muito poucas pessoas o falam, até em Macau. Eu só hoje ouvi falar dele e amigos que aqui estão há mais de um ano ainda nunca tinham ouvido falar. No entanto, há grupos que cantam algumas músicas em patuá e até se fazem peças de teatro com esse dialecto.

Tudo isto veio dum documentário que fui hoje ver ao Museu de Arte de Macau, seguido duma sessão de jazz & blues na Taipa.

Belas vidas.

Momentai,

Calol

December 14, 2009

Brunex em Macau! :)

reportagem de uma foto por dia

 
December 3, 2009

Aí há uns dias fizemos um jantar de despedida da Ana Teresa, que na verdade ainda não se foi embora, e que na verdade ainda volta! Lá fomos a Coloane, repetir o restaurante, cujo nome decorei e é Nga Tim.

Juntou-se muita maralha e depois fomos para uma festa dos anos 70 no The View.

Boa viagem!

 
December 3, 2009
Ontem fui a Hong Kong com o Manuel e a Clara, já que eles iam participar com uma instalação numa bienal de arquitectura. Estivemos a montar tudo e a cuscar as propostas dos outros. Tinha coisas lindas. Foram cerca de 796 m.i.r.s (as peças vermelhas individuais) que montamos e chegou a um ponto em que agradecemos a falta de material porque já estavamos mesmo cansados.
E quando fui buscar água saiu-me a sorte grande. Ia tirar três, mas quando paguei a segunda, caíram QUATRO!
Depois fomos jantar a um restaurante de comida americana em que tudo estava óptimo. Mas a apple pie levou o restaurante ao topo mesmo! Só por isso vale a pena, e olhem que estava mesmo tudo óptimo!
Em vez de voltarmos de metro até Hong Kong (estávamos em Kowloon), apanhámos um barco que, apesar de fazer uma viagem curta, é muito mais interessante que o metro, sobretudo quando está a haver uma espécia de instalação no mar!
Fotografia por Lines Lab

Ontem fui a Hong Kong com o Manuel e a Clara, já que eles iam participar com uma instalação numa bienal de arquitectura. Estivemos a montar tudo e a cuscar as propostas dos outros. Tinha coisas lindas. Foram cerca de 796 m.i.r.s (as peças vermelhas individuais) que montamos e chegou a um ponto em que agradecemos a falta de material porque já estavamos mesmo cansados.

E quando fui buscar água saiu-me a sorte grande. Ia tirar três, mas quando paguei a segunda, caíram QUATRO!

Depois fomos jantar a um restaurante de comida americana em que tudo estava óptimo. Mas a apple pie levou o restaurante ao topo mesmo! Só por isso vale a pena, e olhem que estava mesmo tudo óptimo!

Em vez de voltarmos de metro até Hong Kong (estávamos em Kowloon), apanhámos um barco que, apesar de fazer uma viagem curta, é muito mais interessante que o metro, sobretudo quando está a haver uma espécia de instalação no mar!

Fotografia por Lines Lab

 
December 3, 2009
 
December 3, 2009
 
December 2, 2009

Casa nova

Já estou a escrever em directo da minha casa nova, do meu quarto novo, sentada na minha cama nova, a sentir o horrível colchão novo no meu rabinho e a pensar que quando forem as costas ainda vai ser pior!

Está-se bem, aqui. Falta-lhe uma limpeza a fundo e um incenso, mas em breve estará tudo resolvido!

Estamos sem net até quinta-feira já que estiveram a mudar o nome do contrato, mas os vizinhos aqui são mais “generosos à força” que na outra casa, daí ser possível este post.

Custou-me a despedida. Os Paulos, a Rita e o Miguel foram mesmo como pais e irmãos para mim aqui. Tanto para as coisas boas, como para implicar com coisas de irmãos e chamar a atenção com coisas de pais.

Não vou esquecer como foram bons para mim e vou de certeza sentir saudades. Mas continuamos na mesma cidade, que até é uma ilhota pequena.

E amanhã Hong Kong em trabalho!

Inté,

Calol

November 26, 2009

Jo Pet

É o diminutivo de Josephina Petrolina. Façam o favor de não rir.

É a empregada cá de casa e é filipina. Pequenina e muito querida, mesmo. Sempre bem-disposta, nunca intrometida, muito educada, e às vezes até demasiado arrumada. Hoje estive a falar com ela sobre a cultura das Filipinas e a vida dela cá. E foi só surpresas.

A Jo Pet faz amanha 26 anos, tem um marido, o Jason e 3 filhos, de 10, 6 e 4 anos,  que não vê há cerca de 2 anos.

Então pois que nas Filipinas as mulheres é que vão para fora arranjar trabalho e fazer dinheiro para sustentar a família, ficando os homens em casa a cuidar das crianças. São elas que têm o poder e o trabalho. Podem casar-se até 7 vezes e manter os 7 maridos na mesma casa. A Jo Pet casou-se aos 16 (ficou-se por 1 casamento), mas há miúdas a casar com 12 anos com outros rapazes de 12. E sim, engravidam logo. Expliquei-lhe que quando isso acontece em Portugal é logo notícia de telejornal juntamente com a história dos pais e dos avós da criança (a que vai nascer, não a que vai parir). Achou piada, por ser tão natural para ela.

A última patroa dela também era filipina, mas hospedeira de bordo. Fazia-a trabalhar das 7 da manhã às 11 da noite e pagava-lhe abaixo do que tinha prometido no contrato. Ela foi queixar-se aos Serviços de Imigração (aqui caso os patrões não cumpram as regras podem ir presos) e então a patroa, em extrema simpatia, reduziu-lhe o horário para das 10h às 19h e ao fim do dia pagava-lhe 5 patacas, menos de 50 centimos de euro!

Ela agora gosta de estar aqui, apesar de também ter saudades dos filhos da ex-patroa. Mas diz que aqui gosta do trabalho e que dá valor a isso, preferindo até ganhar menos (o que não é o caso, de todo) do que estar num sítio de que não gosta.

Ela é mesmo uma querida, e sei que vou sentir falta dela por tratar sempre de tudo aquilo a que já não estava habituada, tipo fazer-me a cama, arrumar-me a mala, enrolar-me os fios do carregador e até tirar os cabelos da escova. Pensando bem, tirando fazerem-me a cama até ter para aí 6 anos, nunca fizeram por mim nada do resto. Estou a ficar mimada e mal habituada! E a culpa é da Jo Pet :)

Curiosiade: a língua que se fala nas Filipinas é o tagalo.

 
November 23, 2009
Pátio da Eterna Felicidade. Ele é feliz assim, nós é que não o seríamos.
Os chineses são felizes assim, nós é que não compreendemos.
Desde pequenos que são educados para se concentrarem no trabalho árduo e sucesso. As escolas chinesas dão às crianças quantidades de trabalhos de casa que não lhes permitem brincar, e é por isso que aqui há alunos que preferem a Escola Portuguesa que, apesar de bastante exigente e com óptimos resultados, não é tão ríspida nas tarefas fora de aulas.
Depois, mal começam a trabalhar, é-lhes instaurado o sentido de dever de pagar de volta o que lhes foi dado. Assim, parte dos salários vão para os pais. Até ao resto da vida deles. Mas torna-se uma obrigação cultural, social e familiar em vez de algo que se faz por amor. Já está instaurado que é assim. Criam então um ciclo em que depois têm filhos que os irão sustentar (ou ajudar) quando forem mais velhos. E a história vai-se repetindo, sem que nunca haja independência económica dos pais, já que eles se tornam dependentes dos filhos.
Acho que é por isso que as crianças são tão adoradas nesta cultura, porque elas são a geração futura vista duma forma que não se vê tanto a Ocidente. É delas que depende não o futuro da Nação vindoura, mas o futuro da geração anterior.
Assim, garantem a eterna felicidade, porque o ciclo não se quebra e há estabilidade.
Nós é que não compreendemos que a eterna felicidade implique que se esteja sempre em obras. Para nós, acaba-se um pátio e passa-se ao próximo, sem que se saiba bem como será o pátio e como serão feitas as coisas dessa vez. E para o pátio que ficou terminado, guardam-se as tintas, os azulejos e o cimento que foram usados para quando forem precisos de novo mais tarde.
Just a xiangfáa (想法)
Calol

Pátio da Eterna Felicidade. Ele é feliz assim, nós é que não o seríamos.

Os chineses são felizes assim, nós é que não compreendemos.

Desde pequenos que são educados para se concentrarem no trabalho árduo e sucesso. As escolas chinesas dão às crianças quantidades de trabalhos de casa que não lhes permitem brincar, e é por isso que aqui há alunos que preferem a Escola Portuguesa que, apesar de bastante exigente e com óptimos resultados, não é tão ríspida nas tarefas fora de aulas.

Depois, mal começam a trabalhar, é-lhes instaurado o sentido de dever de pagar de volta o que lhes foi dado. Assim, parte dos salários vão para os pais. Até ao resto da vida deles. Mas torna-se uma obrigação cultural, social e familiar em vez de algo que se faz por amor. Já está instaurado que é assim. Criam então um ciclo em que depois têm filhos que os irão sustentar (ou ajudar) quando forem mais velhos. E a história vai-se repetindo, sem que nunca haja independência económica dos pais, já que eles se tornam dependentes dos filhos.

Acho que é por isso que as crianças são tão adoradas nesta cultura, porque elas são a geração futura vista duma forma que não se vê tanto a Ocidente. É delas que depende não o futuro da Nação vindoura, mas o futuro da geração anterior.

Assim, garantem a eterna felicidade, porque o ciclo não se quebra e há estabilidade.

Nós é que não compreendemos que a eterna felicidade implique que se esteja sempre em obras. Para nós, acaba-se um pátio e passa-se ao próximo, sem que se saiba bem como será o pátio e como serão feitas as coisas dessa vez. E para o pátio que ficou terminado, guardam-se as tintas, os azulejos e o cimento que foram usados para quando forem precisos de novo mais tarde.

Just a xiangfáa (想法)

Calol

 
November 22, 2009

Macau Grand Prix!

 
November 22, 2009

Ontem fui sozinha com a Rita para a Taipa, voltámos ao Old Taipa Tavern. Conhecemos uns ingleses que, atenção, cantam ópera, e são gondoleiros no Venetian (um Casino muito ao estilo italiano), cujos nomes artísticos são Pepe e Valentino, já que têm de passar por italianos também.

Realmente conhece-se todo o tipo de gente aqui…

E depois fomos lá checkar o tal DJ tuguês. Não aguentámos muito tempo…

 
November 21, 2009

Hoje acordei cedo, sim, é verdade. 10h20 estava……a acordar. Considerando os fins-de-semana que aqui passei, foi muito puxado.

Andei de passeio por esse Macau fora e soube-me mesmo bem. Ela foi costureira para pôr um fecho, ela foi mercado a comprar mangas e bananas, ela foi graffiti, ela foi roupa da cama, ela foi edredons, ela foi luvas e collants, ela foi bolinhos de amendoim, ela foi Ruínas de S. Paulo, ela foi happening de dragões chineses e ela há-de ser fiesta com DJ tuga.

E a aventura do edredon foi…….qualquer coisa. Posso dizer à vontade que tive de falar com 7 pessoas diferentes, com diálogos do género:

-Queria este edredon para cama de casal, se faz favor.
-Este edredon já não há para cama de casal.
-Eu sei, mas eu queria mandar vir.
-Mas não há.
-Eu sei. Posso mandar vir?
-AH! Pode, pode. (ficava a olhar para mim)
-E….então?… Posso mandar vir?
-Pode, mas este tamanho temos em armazém.
-Mas eu quero para cama de casal.
-AH! Ok, vou chamar a minha colega.

E depois era 1 minuto a falarem chinês uma com a outra, à minha frente e a olhar para mim, e a colega no fim ficava a olhar para mim à espera que lhe explicasse o que queria, quando eu pensava que era isso que a outra senhora já tinha feito por mim.

No meio disto tudo quem me salvou foi o rapazito que trocava S’s por XZ’s e que vou procurar sempre que for àquela loja.

Foi um belo dia! Sem sarcasmos.